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EUA: Execução no Missouri envolta em polémica

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EUA: Execução no Missouri envolta em polémica

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Michael Taylor de 47 anos foi executado esta madrugada por injeção letal no estado norte-americano do Missouri.

Trata-se da quarta execução em 4 meses, levada a cabo naquele estado.

A utilização de pentobarbital como substância letal está envolta em polémica porque não se sabe se provoca sofrimento ao condenado. “Não existe investigação suficiente. Não se sabe quão dolorosas estas mortes são”, disse David Tushaus professor da Missouri Western University.

A farmácia do estado do Oklahoma que fornecia o pentobarbital deixou de o fazer pelo que se desconhece a origem da substância agora utilizada e se está conforme as normas estabelecidas pelas autoridades do setor.Taylor foi considerado culpado de em 1989, ter raptado, violado e assassinado uma adolescente que esperava pelo autocarro escolar.

Um prisioneiro do Estado do Missouri, nos Estados Unidos, foi executado no início da madrugada desta quarta-feira pelo sequestro, estupro e assassinato de uma adolescente que esperava pelo ônibus da escola em 1989, de acordo com informações da agência AP.

Michael Taylor, 47 anos, foi declarado morto à 0h10 na prisão estadual de Bonne Terre. Cortes federais e o governador negaram os apelos de última hora para suspender a execução. A equipe de defesa do detento alegou que a droga usada para o cumprimento da sentença poderia causar muita dor e sofrimento ao seu cliente.

Seus pais, além de outros dois parentes, testemunharam sua execução. Não houve sinais de estresse provocados pela injeção letal. O ato também foi acompanhado pelo pai e dois tios da vítima. Eles não quiseram se pronunciar após a execução.

O crime aconteceu em 22 de março de 1989. Ann Harrison, 15 anos, estava saindo da escola quando foi capturada por Taylor e um comparsa, Roderick Nunley. Os dois a colocaram em um carro que haviam roubado na noite anterior, a levaram para a casa da mãe de Nunley, que também recebeu a pena de morte, e a estupraram no porão.

Com medo de serem reconhecidos, os dois usaram facas de cozinha para matar a menina, que foi atingida dez vezes, incluindo o pescoço e peito. O corpo da adolescente foi colocado no porta-malas do carro roubado, abandonado em um bairro vizinho. Ann Harrison foi encontrada no dia seguinte.

O crime permaneceu sem solução por cerca de seis meses, quando uma recompensa de US$ 10 mil levou a polícia a encontrar a dupla. Os dois foram presos e se declararam culpados pelo incidente.