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Itália: Estado de graça para Matteo Renzi

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Itália: Estado de graça para Matteo Renzi

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O novo governo italiano pode agora começar a trabalhar, depois do voto de confiança do Parlamento, na noite de terça-feira.

O primeiro-ministro de Itália, país que assume, em julho, a presidência rotativa da União Europeia, parece decidido a mudar a política italiana mas também o eixo da política europeia, relançando o “Mare Nostrum”.

“A primeira viagem oficial que farei, enquanto líder do novo governo, em conjunto com o ministro Mogherini, não será Bruxelas – haverá muitas ocasiões de ir a Bruxelas, não será America, não será a Rússia, será o Mediterrâneo, será Tunis – já na próxima semana -, no coração do Mediterrâneo, deste ‘Mare Nostrum’ que queremos que tenha, de novo, um lugar central nas nossas políticas, na política internacional e na europeia.”

Nas ruas de Roma, o novo e jovem primeiro-ministro – Matteo Renzi tem apenas 39 anos – é visto como uma lufada de ar fresco na política de Itália.

“É o pequeno Obama italiano. Obama telefonou-o e disse-lhe que, quando tinha 39 anos, ninguém o conhecia. Estas coisas inspiram confiança. O seu discurso foi diferente, foi um discurso de rotura com os precedentes primeiros-ministros. Estou confiante”, garante um jovem empresário.

“Estou convencido que é, de facto, uma ocasião importante e espero que faça as coisas que diz, mas penso que será muito difícil”, receia um habitante.

Uma dificuldade para a qual a imprensa italiana também chama a atenção. Com um programa de governo considerado demasiado caro, Renzi vai ter provar que, de facto, consegue mudar alguma coisa na política italiana.