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Depois de Maidan, a Crimeia?

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Depois de Maidan, a Crimeia?

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Depois de terem lutado contra um governo pró-russo, em Kiev, os ucranianos enfrentam agora os riscos separatistas na Crimeia, onde a bandeira russa foi hasteada, após um grupo armado ter invadido o parlamento local.

Para uma senhora idosa, em Maidan, a Crimeia está dominada pela informação pró-russa: “A Crimeia fica muito próxima da Rússia e as pessoas veem canais de televisão pró-russos. Amigos meus, que moram lá, dizem-me que as notícias não relatam com exatidão o que se passa aqui, em Maidan. As pessoas, na Crimeia, ainda não sabem o que se passa aqui; a informação que recebem é completamente diferente.”

Um homem, igualmente em Maidan, começa por felicitar-se pelos progressos alcançados em Kiev: “É muito bom já termos, pelo menos, um governo. É um começo. No que diz respeito à Crimeia, depende, em grande parte, das pessoas de lá: como reagem, o que pensam… Penso que o melhor, para elas, é que as coisas se passem pacificamente e não da forma como se passaram em Kiev. Tudo depende da população da Crimeia e das suas expectativas.”

A Crimeia, com os seus dois milhões de habitantes, maioritariamente russófonos, tem um estatuto autonómico. E os recentes acontecimentos na região preocupam a comunidade internacional, em geral, e a Nato em particular.