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Lego: Lucros empilham-se

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Lego: Lucros empilham-se

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É peça a peça que a Lego constrói o sucesso financeiro. Em 2013, o grupo dinamarquês viu os resultados subirem na ordem dos dois dígitos.

Há uma década, a empresa estava perto do colapso, mas desde então quadruplicou as vendas dos seus famosos “cubos” de plástico, criados em 1930 e desejados por pequenos e graúdos.

No ano passado, a Lego superou o desempenho dos rivais no setor dos brinquedos. Enquanto as vendas da Mattel e da Hasbro estagnaram, as da Lego atingiram 3,4 mil milhões de euros, uma subida de 10% face a 2012. Os lucros esses subiram 9% para o equivalente a 820 milhões de euros.

Sobre as razões do sucesso, o presidente executivo da Lego, Joergen Vig Knudstorp, explica: “As nossas equipas de desenvolvimento são muito boas a perceber as crianças. Conseguem encontrar as expressões, conceitos e ideias que nos colocam no topo da lista dos desejos”.

A Lego conseguiu crescer em todos os mercados. No caso de França, Espanha, China e Rússia o crescimento é de dois dígitos.

Joergen Vig Knudstorp reconhece que “há cada vez mais adultos que gostam de jogar com peças Lego, porque se trata de uma marca que já existe há muitos anos. Mesmo os idosos gostam de construir modelos mais avançados”

Para manter o ritmo de crescimento, a Lego aumentou os efetivos no ano passado e anuncia a criação de centros de desenvolvimento em Londres, Xangai, Singapura e Enfield, nos Estados Unidos, para captar novos talentos.

Mas o grupo aposta também na diversificação. O presidente executivo garante “que continuam focados em inovar a atividade principal”, mas reconhece que é “genial ter um filme e videojogos e que isso cria sinergias para o negócio”.

Se 2013 foi um bom ano, 2014 segue a tendência. O filme Lego, que estreia esta semana em Portugal, é um sucesso de bilheteira. Só nos Estados Unidos as receitas já superam três vezes os custos.