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Novo governo ucraniano acolhido com ceticismo

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Novo governo ucraniano acolhido com ceticismo

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Os membros do governo ucraniano de transição, foram apresentados na quarta-feira aos manifestantes de Maidan em Kiev – alguns nomes, foram acolhidos com desagrado, em especial o de Arsen Avakov, indicado para a pasta da Administração Interna.

Arseni Iatseniuk, que deverá chefiar o novo governo, tentou afastar as dúvidas: “Não há neste governo um único oligarca ou alguém que tenha integrado um governo de Ianukovitch, nem ninguém que procure capital político neste governo. nunca na nossa história tivemos um governo como este. E posso dizer-vos qual o dstino deste gabinete – são todos kamikazes políticos”.

Os manifestantes não confiam nos políticos da velha guarda, querem rostos novos. Entrevistado pela euronews, um homem disse que desta vez, não vão deixar os políticos aproveitar-se da revolução: “Ficaremos aqui para controlar o que fazem. Se não cumprirem, afastá-los-emos como aos anteriores”

Uma jovem estudante, sublinhou que a memória da centena de vítimas que perderam a vida em Maidan, exige dos políticos honestidade: “Eu tenho uma pergunta para os que ali estão: onde estavam eles quando nós aqui nas ruas éramos alvo das balas? Não têm nenhum direito moral de se fazerem agora heróis. Não têm direito a colher capital político das vítimas que aqui morreram”

Tudo indica que aos políticos ucranianos não vai bastar entoarem o hino nacional, para ganharem a confiança da sociedade.
Para os manifestantes, este é um governo interino que tem de resolver os problemas urgentes da Ucrânia. E não pretendem abandonar as ruas, enquanto não virem a classe política renovada – não apenas com eleições presidenciais, mas também com legislativas.