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Separatismo na Crimeia e falência iminente da Ucrânia dominam agenda do novo governo de Kiev

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Separatismo na Crimeia e falência iminente da Ucrânia dominam agenda do novo governo de Kiev

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O Parlamento ucraniano confirmou o pró-europeu Arseni Iatseniuk no cargo de primeiro-ministro do novo governo de transição da Ucrânia.

O chefe do executivo assume as rédeas de um país assolado pela instabilidade política e económica.

No discurso inaugural, Iatseniuk deixou claro que a integração europeia é o grande objetivo.

“A grande tarefa do Governo ucraniano é a integração europeia. O futuro da Ucrânia está na Europa e a Ucrânia será membro da União Europeia”, disse o primeiro-ministro.

Referindo-se ainda às tensões separatistas que têm abalado a Crimeia, assegurou: “A Ucrânia vai usar todos os métodos constitucionais legais para salvar a integridade territorial do Estado. A Crimeia era, é e será parte da Ucrânia!”

As palavras do primeiro-ministro foram recebidas com aplausos pelos presentes na sala, inclusive de deputados do Partido das Regiões, ao qual pertencia o ex-presidente Viktor Ianukovich.

“Posso confirmar que trabalhei há algum tempo com alguns dos novos ministros e apreciei bastante as suas competências profissionais”, afirmou um dos deputados da oposição, Serhiy Tihipko.

Maria Korenyuk, repórter da euronews, refere: “A primeira tarefa do novo governo é estabilizar a situação no Sul, na península da Crimeia. Por isso, imediatamente após o voto no parlamento, os ministros abandonaram o “Rada Suprema” para uma reunião de emergência”.

Para além da crise separatista na Crimeia, o governo interino tem de encontrar com a máxima urgência uma solução que evite a falência iminente da Ucrânia.