Última hora

Última hora

Ucrânia à espera da ajuda financeira internacional

Em leitura:

Ucrânia à espera da ajuda financeira internacional

Tamanho do texto Aa Aa

O governo ucraniano tenta evitar o pânico financeiro. O executivo interino diz ter reservas suficientes para pagar aos credores.

Segundo as estimativas, o país precisa de 25 mil milhões de euros até final de 2015. As reservas do Banco Central rondavam, no início de fevereiro, os dez mil milhões de euros.

Kiev garante estar pronta a fazer o necessário para obter o mais depressa possível um empréstimo do Fundo Monetário Internacional.

O primeiro-ministro interino, Arseni Iatsenyuk, garante que “uma das prioridades é retomar as negociações de colaboração com o FMI. Vamos respeitar todas as condições e, repito, todas as condições que são necessárias para o empréstimo. O parlamento ucraniano e a coligação vão votar as leis necessárias para receber esse dinheiro”.

Uma missão do FMI e outra da Comissão Europeia chegam à Ucrânia na próxima semana para avaliar as necessidades do país.

Em 2011, o FMI congelou um empréstimo a Kiev. Agora Christine Lagarde diz que a instituição está pronta a responder ao novo apelo da Ucrânia, mas pediu também calma: “Temos de nos basear em factos, na verdadeira situação. Por agora não vemos nada de crítico, que mereça entrar em pânico neste momento. Esperamos, que as autoridades ucranianas evitem avançar com números, que são insignificantes enquanto não forem devidamente avaliados”.

Apesar dos apelos, a população entrou em pânico. Face à desvalorização do hryvnia, à crise política e aos problemas económicos, os ucranianos estão a retirar dinheiro dos bancos. Só na última semana, retiraram 7% dos depósitos.

O Banco Central reagiu, impondo um limite diário de 15 mil hryvnias, cerca de mil euros, aos levantamentos em divisa estrangeira.