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Cinema: Alain Resnais morre em Paris aos 91 anos

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Cinema: Alain Resnais morre em Paris aos 91 anos

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A claquete que celebrou a vida do realizador francês Alain Resnais fechou-se pela última, em Paris. O realizador de “Hiroshima, meu amor”, um dos clássicos da sétima arte da década de 60 do século XX, morreu este sábado e não vive para ver a estreia comercial da sua derradeira obra, “Amar, Beber e Cantar”, filme apresentado no recente Festival de Cinema de Berlim, onde Resnais também já não foi visto este ano.

A notícia da morte do realizador francês surgiu pelo amigo Jean-Louis Livi, o produtor que o acompanhou nos últimos anos e que o representou em fevereiro, no Berlinale, onde “Amar, Beber e Cantar” recebeu o urso de prata referente ao prémio Alfred H. Bauer, que destaca os filmes que abrem novas perspetivas para a arte do cinema, e ainda um prémio de reconhecimento pela crítica internacional presente no certame da capital alemã.

O legado de Alain Resnais estende-se para lá da meia centena de filmes e, para lá do último que ainda aguarda estreia comercial, estava já a preparar outro, no qual também seria argumentista, revelou Jean-Louis Livi, que, em Berlim, descreveu o realizador como “um mestre e amigo”. Em termos de prémios, o francês colecionou, entre outros, cinco Césares, dois Ursos de Prata, três prémios no Festival de Veneza, um BAFTA e uma distinção especial do jurí de Cannes.

A estreia comercial de “Amar, Beber e Cantar”, adaptação da peça “The Life of Riley” com a interpretação de Sabine Azema, a mulher de Resnais, e que segue a história de três casais numa aldeia inglesa, está prevista para 26 de março, em França.