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Ucrânia: NATO avisa Putin para parar com as ameaças russas

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Ucrânia: NATO avisa Putin para parar com as ameaças russas

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Os embaixadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), da qual Portugal é um dos países fundadores, reuniram-se este domingo de manha de emergência, em Bruxelas. O secretário-geral da NATO aproveitou o encontro para lançar, através da comunicação social, um aviso ao presidente russo, Vladimir Putin.

“A Rússia tem de parar com as atividades militares e as ameaças. Nós apoiamos a integridade territorial e a soberania da Ucrânia e apoiamos o direito do povo ucraniano de decidir o seu próprio futuro sem interferências externas”, afirmou Anders Fogh Rasmussen, concluindo: “Sublinhamos a necessidade de a Ucrânia continuar a apelar pelos direitos democráticos de todas as pessoas e garantir que os direitos das minorias estão protegidos.”

No sábado, entretanto, já Barack Obama tinha também tentado sensibilizar Vladimir Putin para uma não interferência na crise social e política ucraniana. O presidente dos Estados Unidos terá passado cerca de uma hora ao telefone com o homólogo russo, a discutir eventuais consequências de uma intervenção militar russa na Ucrânia.

Ainda no sábado à noite, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) reuniu-se pela segunda vez no espaço de 24 horas. Foi uma reunião de emergência, marcado logo após a aprovação do parlamento russo do deslocamento de forças militares da Federação para os territórios ucranianos. O embaixador russo na ONU confirmou que a ordem foi aprovada pelo parlamento, mas garantiu que ainda não estaria em aplicação porque ainda não teria sido assinada pelo presidente Putin.

A embaixadora norte-americana na ONU exigiu, na reunião da noite deste sábado, que a Rússia recue nas ameaças de uma eventual intervenção militar na Ucrânia. Antes dos embaixadores começarem a debater os eventos na Ucrânia, o secretário-geral da ONU reiterou o apelo para que a paz volte à Ucrânia e para que as partes em conflito retomem o diálogo.

Ban Ki Moon também “pretende contactar diretamente o Presidente Putin para exprimir as suas preocupações, mas também para ouvir diretamente [dele] a sua perspetiva da situação”, revelou, por fim, Martin Nesirky, o porta-voz do secretário-geral da ONU.