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Rússia agita arma energética

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Rússia agita arma energética

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Para lá das armas militares, a Rússia agita também a arma energética, mas esta tem dois gumes.

Com o pânico dos mercados, a Gazprom perdeu num dia 15 mil milhões de dólares na bolsa. E no caso de sanções e de uma guerra, o PIB russo poderá perder três por cento.

Mas o poder do gigante energético russo poderá pesar sobre a decisão da Europa de impor sanções à Rússia.

A Ucrânia está dependente do gás russo. Kiev importa 72% do gás da Rússia e deve à Gazprom 1,5 mil milhões de dólares.

Moscovo é também o maior fornecedor da União Europeia. Abastece 30% do gás consumido na Europa e metade passa por território ucraniano.

Ao contrário das crises de 2006 e 2009, a Rússia tem vias alternativas à Ucrânia, graças a novos gasodutos. Moscovo defende que a dependência europeia irá acentuar-se nos próximos anos.

Este ano, devido ao clima invernal suave, as necessidades europeias diminuíram, pelo menos de imediato.

Já no caso da Ucrânia, a Naftogaz duplicou nos últimos dias as importações de gás russo, temendo ver concretizada a ameaça da Gazprom de subir os preços no final do mês.

Em dezembro, Moscovo tinha aplicado um desconto de 30%. Mas no final de março, mil metros cúbicos podem voltar aos 400 dólares.