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Rússia denuncia "ameaças" de parceiros por causa da Crimeia

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Rússia denuncia "ameaças" de parceiros por causa da Crimeia

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Moscovo não tem medo de ameaças e considera “inaceitáveis” as declarações do secretário de Estado norte-americano sobre a situação na Crimeia. John Kerry acusara a Rússia de “ato de agressão incrível” na província ucraniana.

Em Genebra, onde se encontrou com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o chefe da diplomacia russa, Sergei LAvrov, denuncia a posição do ocidente.

“Aos que têm tendência a interpretar a situação como um ato de agressão e que nos ameaçam com sanções e boicotes – e que são os mesmos parceiros que encorajam constantemente as forças políticas que lhes são próximas a avançarem para ultimatos e a recusarem o diálogo, a ignorarem as preocupações das regiões sul e este da Ucrânia, o que acabou por polarizar a sociedade ucraniana – [a esses,] apelamos para uma abordagem positiva, onde os cálculos geopolíticos sejam postos de parte e os interesses do povo ucraniano estejam acima de tudo”, afirmou Lavrov.

Às declarações de Washington soma-se a decisão, dos restantes membros do G8, que suspenderam os preparativos para a cimeira do grupo, prevista para junho, em Sochi.

Isto, enquanto as ruas de Moscovo eram palco, este domingo, de manifestações de apoio à população russófona da Crimeia.