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Militares ucranianos impedidos a tiro de aceder a base aérea na Crimeia

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Militares ucranianos impedidos a tiro de aceder a base aérea na Crimeia

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Forças pró-russas disparam para o ar em aviso e impediram o acesso de cerca de 200 militares e civis ucranianos desarmados aos seus postos de trabalho na base aérea de Belbek, na Crimeia.

Seguiram-se momentos de tensão, esta terça-feira de manhã: “Não avancem mais ou vamos disparar para os pés”, ameaçou um miliciano.

“Esta é uma bandeira soviética. Vão disparar contra a bandeira soviética?”, questionou um ucraniano cuja unidade militar ainda tem a insígnia soviética.

O grupo armado, que controla nomeadamente a pista da base aérea, enverga uniformes sem insígnias e desloca-se em veículos com matrícula russa. Kiev afirma que são tropas russas. Moscovo nega qualquer intervenção e fala em grupos de autodefesa.

Na troca de palavras, o militar ucraniano lamentou ainda que “duas nações irmãs estejam prontas para lutar por causa do interesse de um político”.

Alguns soldados entretiveram-se a jogar à bola antes de regressarem à caserna, situada a cerca de 2 km, onde foi pendurada uma bandeira da Ucrânia.

O braço-de-ferro prossegue. Os ucranianos prometem resistir.

“A minha mãe chora, tem medo e quer que eu esteja a salvo. Mas ao mesmo tempo diz-me que fiz um juramento e tenho que o honrar até ao fim”, afirmou o capitão Siomko Nikolai, da Força Aérea da Ucrânia.

“As ordens não são claras. (Os comandantes) não sabem o que é suposto fazerem, mas continuam a pedir-nos para não desistirmos. E não nos vamos render, porque somos oficiais”, garantiu o capitão ucraniano Severin Vetvisky depois de lançar um “Ucrânia, sempre”.

O aeroporto militar de Belbek, próximo da base naval de Sebastopol – onde está estacionada a frota russa do Mar Negro – foi ocupado por forças armadas na sexta-feira.