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O confronto das marcas de luxo no Salão Automóvel de Genebra

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O confronto das marcas de luxo no Salão Automóvel de Genebra

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As vendas de carros na Europa deverão crescer este ano dois por cento. Um sinal de retoma após seis anos de crise que marca a abertura do Salão Automóvel de Genebra.

O evento acolheu esta terça-feira os jornalistas e a partir de quinta-feira abre as portas ao público.

Este ano, com a retoma em curso na Europa, o grande confronto em Genebra é entre as marcas de luxo, que ao contrário das outras, não sentiram a crise.

A euronews falou com o presidente executivo da Lamborghini, Stephan Winkelmann: “A Lamborghini integra a Volkswagen, que detém também a Seat e a Skoda. Como é que o grupo vê a evolução do mercado automóvel?”

Stephan Winkelmann: “Em geral, o mercado automóvel mundial está a crescer. Cresceu mesmo em 2013. Foram vendidos 70 milhões de carros e o crescimento deve manter-se este ano. Pode ser inferior ao que prevíamos há alguns anos, mas haverá crescimento também em 2014”.

Para muitos europeus o novo Lamborghini não passa de “carro de sonho”. O sucessor do “Gallardo” chama-se “Huracan”, tem um motor de 610 cavalos e custa cerca de 200 mil euros.

euronews: O que é que este carro representa para a Lamborghini e o que o diferencia dos outros modelos?

Stephan Winkelmann: “Para nós, este carro representa o futuro. O Gallardo foi o modelo mais vendido na história da Lamborghini. Substituí-lo é uma missão importante. Está a ter sucesso. Já conseguimos mais de mil encomendas do Huracan. O cliente tipo é um homem, um homem que subiu a pulso, empresário e que, normalmente, na Europa, ronda os 40 anos”.

Do lado da Ferrari, a novidade é o California T, com motor turbo de oito cilindros. A marca italiana consegue manter o desempenho e baixar o consumo em 15% e as emissões poluentes em cerca de 20%.

A Ferrari foi recentemente designada como a marca mais influente do mundo. Perguntamos: “A Lamborghini tem capacidade para a superar no futuro?”

Stephan Winkelmann: “A Lamborghini não se compara às outras marcas. Nos primeiros 40 anos, por exemplo, vendemos um total de dez mil carros. Mas na última década vendemos 20 mil. A Lamborghini fez algo excecional e que nenhuma outra marca fez, na minha opinião”.

Concluída a fusão com a Chrysler, a Fiat chega a Genebra com novidades na gama da Alfa Romeo, mas também com o novo Maserati, o Alfieri.

O grupo liderado por Sergio Marchione aposta nas duas marcas para reanimar a produção automóvel italiana, após seis anos de crise. O mercado italiano foi um dos mais atingidos, mas a Maserati conseguiu no ano passado triplicar os lucros.