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UE não antevê quebras no fornecimento de gás vindo da Rússia

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UE não antevê quebras no fornecimento de gás vindo da Rússia

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O preço do gás no mercado internacional aumentou 10% nos últimos dias devido à escalada da crise russo-ucraniana na Crimeia.

Portugal não compra gás à Rússia, que detém 20% das reservas do mundo, mas crises semelhantes no passado causaram quebras no fornecimento de vários países da União Europeia (UE).

No final do Conselho de Energia da UE, o comissário europeu Günther Oettinger disse que “de momento, não há razão para preocupações. O armazenamento de gás é bom em todos os Estados-membros, tanto para o fornecimento à indústria como para as famílias”.

“Devido ao inverno ameno, as nossas reservas são superiores às do ano passado”, acrescentou o comissário.

Mais de 30% das importações de gás da UE vêm da Rússia, em grande parte através de gasodutos ucranianos.

Seis Estados-membros são, de facto, 100% dependente do gás russo: Bulgária, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia e Suécia.

A UE canaliza 26 mil milhões de euros por ano para a Rússia, mas tem diversificado os fornecedores, recorrendo cada vez mais à Noruega e à Argélia.

A Rússia, cuja metade da riqueza vem dos combustíveis, não tem interesse em retaliar com esta arma, diz o analista Arno Behrens, do Centro de Estudos Políticos Europeus.

“Oitenta por cento das exportações de gás russo vão para a UE. Por outro lado, os russos não têm muitas alternativas para exportar o seu gás”, explicou o analista.

“Além disso, o mercado europeu da energia, particularmente o do gás, está muito mais integrado do que antes; pelo que atualmente não antevejo qualquer perigo no abastecimento de gás à UE”, acrescentou Arno Behrens.

A Rússia vai deixar de fazer descontos no preço do gás que vende à Ucrânia. A UE anunciou que vai ajudar a pagar a dívida energética de 1500 milhões de euros que a Ucrânia tem para com a Rússia.