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China declara "guerra à poluição" e deixa o Japão "preocupado" com orçamento da Defesa

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China declara "guerra à poluição" e deixa o Japão "preocupado" com orçamento da Defesa

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A China declarou “guerra à poluição”, o Japão expressou “preocupação” pelo forte aumento do orçamento de Pequim para a Defesa. Um ano depois da chegada ao poder de Xi Jinping, o Império do Meio apresenta os seus objetivos para 2014 na reunião anual da Assembleia Nacional Popular, que arrancou esta terça-feira.

Tal como no ano passado, a segunda maior economia do mundo coloca a meta do crescimento nos 7,5%, mas promete um conjunto de reformas para sustentar esse crescimento mais no consumo e menos no investimento público, como até agora. Outra das prioridades para o primeiro-ministro, Li Keqiang, é o combate ao terrorismo.

Literalmente a sufocar, por causa da poluição, Pequim coloca as políticas ambientais no topo da agenda:

“A natureza já lançou um alerta vermelho contra o modelo de desenvolvimento cego e ineficaz”, declarou o chefe do executivo perante os cerca de 3000 delegados, antes de anunciar o encerramento de 50 mil fornos a carvão entre outras medidas ambientais num país onde 70% da energia provem do carvão.

Pequim reforça em mais de 12% o orçamento para a Defesa, o segundo maior do mundo a seguir ao dos Estados Unidos, um “motivo de preocupação para a comunidade internacional”, segundo afirma o governo japonês.

A abertura ao exterior e aos privados também vai prosseguir. Em novembro, o Partido Comunista Chinês reconheceu “o papel decisivo do mercado” no “aprofundamento global das reformas”. Agora, a China anuncia que irá autorizar o investimento privado nomeadamente na banca e nas telecomunicações.