Última hora

Última hora

Lavrov acusa ocidente de não evitar o "contágio" do "mau exemplo" ucraniano

Em leitura:

Lavrov acusa ocidente de não evitar o "contágio" do "mau exemplo" ucraniano

Tamanho do texto Aa Aa

O “mau exemplo” da Ucrânia. É assim que o ministro russo dos Negócios Estrangeiros classifica a crise no país vizinho.

Em visita oficial a Madrid (prevista desde longa data), onde se encontrou com o seu homólogo espanhol, Sergei Lavrov reitera que a Rússia não enviou tropas nenhumas para a península da Crimeia.

Moscovo não tem “qualquer autoridade” sobre as “forças de autodefesa” da Crimeia, afirmou Lavrov, enquanto aponta o dedo ao ocidente: “Houve um assalto armado ao poder e o presidente legitimamente eleito foi demitido através de métodos que não estão previstos na constituição nem nas leis ucranianas. Se somos nós, a comunidade internacional, que servimos de inspiração aos que estão agora a tentar governar o nosso grande, simpático e histórico vizinho, então devíamos perceber que os maus exemplos são muito contagiosos.”

De Madrid, Lavrov parte para Paris, onde se encontrará com John Kerry – pela primeira vez desde a incursão russa na Crimeia.

O secretário de Estado norte-americano já está na capital francesa, tal como o novo chefe da diplomacia ucraniana. Andriy Deshchytsia não tem medo das palavras: “É bastante claro que o que aconteceu foi uma agressão da Rússia na Crimeia. Mas agora temos de pensar numa saída. Uma saída não apenas para a Ucrânia mas também para o futuro da Rússia e sobre como a Rússia irá gerir o que fez à Ucrânia.”

Paris acolhe uma reunião internacional sobre o Líbano, mas a questão ucraniana domina as atenções – da mesma forma que levou à convocação, esta quinta-feira, de uma cimeira europeia extraordinária.