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Venezuela celebra Chávez no meio da revolta popular

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Venezuela celebra Chávez no meio da revolta popular

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Um ano depois da morte de Hugo Chávez, a imagem do Comandante continua bem impregnada numa Venezuela em plena convulsão social.

A república bolivariana, agora dirigida por Nicolas Maduro, presta 10 dias de homenagem ao anterior chefe de Estado com pompa e muitos protestos.

A Venezuela está dividida, mas para muitos Chávez era como um pai:

“Chorei muito por ele, mais do que pela minha família. A minha mãe – descanse em paz – morreu e eu não chorei, talvez o tenha feito um pouco ao início, como toda a gente, mas nada que se compare ao que chorei por ele”, referiu uma apoiante do “chavismo”.

“Não estou de acordo com nada, não estou de acordo com o seu governo, não estou de acordo com as suas políticas e seguramente não estou de acordo com as celebrações, especialmente dadas as circunstâncias em que está o país”, afirmou um crítico do poder.

Neste dia 5 de março, à margem da parada militar ao melhor estilo soviético, milhares de opositores ao regime prometeram regressar às ruas para denunciar a insegurança crescente, uma inflação recorde – 56% no ano passado – e as penúrias recorrentes de bens de primeira necessidade.

Terça-feira, voltaram a registar-se confrontos na praça Altamira em Caracas. Desde o arranque da contestação nas ruas, há um mês, pelo menos 18 pessoas morreram, 260 ficaram feridas e mais de 1000 foram detidas na Venezuela.