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Cimeira europeia de crise para ajudar a Ucrânia

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Cimeira europeia de crise para ajudar a Ucrânia

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Cimeira europeia informal, com a presença do novo governo da Ucrânia, para ajudar o país a sair da crise.

Uma crise que a presidente lituana considera mais complexa do que aquilo que parece. Dalia Grybauskaité acusa a Rússia de querer “reescrever as fronteiras da Segunda Guerra Mundial”.

Os países de leste são particularmente sensíveis à questão. É o caso da Roménia, que tem uma das maiores fronteiras da União Europeia com a Ucrânia.

Além disso, Bucareste recorda que há 400 mil ucranianos que falam romeno, o que faz da comunidade, a segunda minoria mais importante do país, após a russófona.

No xadrez da política internacional, entre a Rússia e os Estados Unidos, a Europa quer ter uma palavra a dizer.

“Temos uma crise para debelar e a Europa deve mostrar o seu papel moderador”, afirmou o presidente grego, Antonis Samaras, à chegada à Cimeira.

Uma Europa unida, para ajudar a Ucrânia, parece ser o desejo dos Vinte e Oito, a crer nas palavras do chefe de Estado francês, François Hollande: “ O Conselho Europeu vai poder expressar a voz da União sobre a questão da Ucrânia, ao apoiar o governo ucraniano para que este possa levar a cabo as reformas económicas e organizar as eleições presidenciais.”

O futuro da Ucrânia depende também dos 11 mil milhões de euros de ajuda propostos por Bruxelas, e que os Estados membros devem validar, esta quinta-feira, e que a chanceler alemã, Angela Merkel, vê com bons olhos: “Queremos que o povo que lutou pela liberdade e pela democracia tenha um bom futuro. É por isso que saúdo o pacote de ajuda económica acordado, ontem, pela comissão europeia.”

A Europa está cada vez mais alarmada com a escalada da tensão, entre a Ucrânia e a Rússia. No jargão comunitário, um novo vocábulo está agora na boca de todos: a “desescalada” dessa mesma tensão.