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O burlesco regressa à ribalta

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O burlesco regressa à ribalta

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Nos Estados Unidos, há cada vez mais salas dedicadas às artes do burlesco.

Apesar de ser muitas vezes associado ao strip-tease, o burlesco tem como elementos principais a satíra e a estéstica grotesca.

Em Nova Orleães, Trixie Minx é uma das bailairina do Burlesque Ballroom.

“Quando juntamos arte, disfarces, dança e música temos algo mais do que strip-tease. É uma arte colaborativa e é por isso que é tão popular”, considera a artista.

No burlesco tradicional mulheres e homens tinham papeís muito diferentes.
A mulher mostrava o corpo e o homem contava piadas.

O chamado neo-burlesco é mais diversificado e há espetáculos para todos os gostos.

Mama Dixie é proprietária do Pink Box Burlesque em Tuscaloosa no Alabama.

“A maioria das grandes cidades tem uma companhia burlesco: Seattle, Chicago, Nova Iorque. Nas duas Carolinas há dois grandes grupos. Em Nova Orleães o fenómeno é importante e em Atlanta também”, conta Mama Dixie.

As verdadeiras origens do género remontam à Comédia della arte no século XVI.

Os artistas misturam teatro, ,úsica circo, ballet e pantomina.

“Quando estamos em palco em frente de várias pessoas com uma banda ao vivo tudo se torna muito mais difícil, mas quando conseguimos acertar no espetáculo é fantástico”, conta Tesla Coil, um artista do Pink Box Burlesque.

Alguns especialistas em teatro associam o renascimento do burlesco à nova vaga de movimentos feministas dos anos 90.

“Quando vemos um espetáculo burlesco tudo se torna mais claro, ele transmite um certo empoderamento feminino. Há uma revelação ao público e as pessoas vão aplaudindo e gritando”, refere Trixie Minx.

Hoje, há mesmo exposições e festivais dedicados ao Burlesco em várias cidades dos estados Unidos como Nova Iorque e Boston.