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Congresso do PPE dominado pela crise na Ucrânia

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Congresso do PPE dominado pela crise na Ucrânia

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“A Ucrânia também esteve em destaque em Dublin, onde decorre o congresso do Partido Popular Europeu. Entre os participantes, estiveram figuras emblemáticas do movimento pró-europeu”, relata a nossa enviada especial Audrey Tilve.

Foi o caso de Vitali Klitschko, um dos líderes da oposição ucraniana e candidato às presidenciais antecipadas de 25 de maio, que qualificou como “provocação” a decisão do Parlamento da Crimeia de pedir a anexação à Rússia. A ex-primeira-ministra Iulia Timochenko, outro rosto da oposição, também subiu ao palco.

Depois da ocupação da Crimeia, os países limítrofes da Rússia estão preocupados com a própria integridade territorial.

Mikhail Saakashvili, ex-presidente da Geórgia, alerta: “Eles anunciaram que iriam anexar a Crimeia. Têm os mesmos planos para as regiões ocupadas da Geórgia e, pelos vistos têm os mesmos planos para a Transnístria. Desde Hitler, ninguém tentou algo semelhante na Europa. E lembrem-se que, naquela altura, as pessoas diziam: vamos lá dar-lhe aquilo e talvez ele se acalme. Só que não acalmou. Estas pessoas nunca ficam saciadas…”

Andrius Kubilius, ex-primeiro-ministro da Lituânia, também está preocupado: “Quem será o próximo? Para todos, a resposta é muito clara. Os Estados bálticos não estão muito seguros. Na Lituânia sentimo-nos numa região ameaçada”.

“Uma Ucrânia segura significa também uma Europa segura” avisaram os manifestantes que se concentraram no exterior do congresso do Partido Popular Europeu.