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O novo fôlego do cinema iraniano

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O novo fôlego do cinema iraniano

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No Irão, o cinema tem conseguido florescer a nível internacional, apesar das limitações impostas pelo regime dos Ayatolah.

Um exemplo recente, o sucesso de dois filmes de Asghar Farhadi, “O passado“e “Uma separação”.

“O passado” foi o filme escolhido para representar o Irão nos prémios da academia, depois da obra anterior de Farhadi ter ganho o óscar de melhor filme estrangeiro em 2013.

O filme conta a história de um iraniano imigrado em França que regressa a Paris para se reconciliar com a mulher mas as coisas não correm como previsto.

O Festival Internacional de Cinema Fajr (Fadja), em Teerão é uma ocasião para ver filmes de novos realizadores.

A atriz Nikki Karimi, ex-júri do Festival de Cannes, participou recementemente na 32ª edição do evento.

“É fantástico, há uma nova geração de realizadores que está a fazer bons filmes, que está a avançar”, disse a atriz iraniana.

“Fish and Cat” de Shahram Mokri ganhou o primeiro prémio no Festival de Cinema de Lisboa e Estoril
e foi premiado em Dubai e em Istanbul.

Não admira que tenham sido numerosos os estudantes a querer assistir à última master class de Mokri em Teerão.

As escolas de cinema têm vindo a melhorar a oferta de formação em cinema face ao aumento da procura.

“O óscar de Farhadi marca o início de uma nova era do cinema iraniano. Há por um lado uma colaboração estreita com o mundo global do cinema e por outro, há a internacionalização”, frisou Mokri.

Além do óscar de melhor filme estrangeiro, “Uma separação” arrecadou um urso de Ouro em Berlim, um globo de ouro nos Estados Unidos e um césar em França.

Mas o sucesso internacional não eliminou todos os obstáculos. Há filmes iranianos premiados internacionalmente que não podem ser exibidos no Irão.