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Quem quer habitar Marte?

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Quem quer habitar Marte?

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Uma ‘fatwa’ proíbe os muçulmanos de se candidatarem ao projeto “Mars One”, do holandês que quer colonizar o ‘planeta vermelho’.

Apesar do pecado decretado ainda há fiéis que estão prontos a desobedecer às autoridades religiosas para integrarem a aventura.

É o caso de Khalid Al-Jaaidi 21 anos entrevistado pela euronews no Dubai. “Desde que eu era criança, sempre fui obcecado com a exploração e pelas viajem espaciais. Mas eu tinha que crescer para o fato de que tudo na terra já foi descoberto em termos de terra … Sobre a proibição feita, acredito que eles têm a sua própria razão para decidir a Fatwa , mas ainda estou a pensar sobre isso, é algo a considerar seriamente “ .

A Direção Geral de Assuntos Islâmicos e Dotação, a entidade que regula o comportamento islâmico emitiu uma ordem religiosa por considerar que a colonização de Marte é equivalente ao pecado do suicídio.

Em causa está o “Mars One”, o projeto de uma empresa holandesa que quer avançar com a colonização do ‘planeta vermelho’ em 2022, ano em que devem viajar os primeiros quatro colonos.

Só que os voluntários do “Mars One” nunca mais regressarão à Terra, o que levou a GAIAE a considerar que tal aventura é um pecado.

Comportando “um risco real para a vida”, a colonização de um planeta que não a Terra é equivalente ao suicídio, ‘e o que explica um dos responsáveis islâmicos pelo texto:

“Se este homem que vai a Marte e retorna com segurança à Terra, isto é, sem dúvida, permitido pela religião. Mas, se o progresso científico traz ruína e perdição do homem, naquele momento, a ciência não deve empurrar o progresso para a destruição da humanidade. “

Mais de 200 mil pessoas deram-se como voluntárias para integrar o “Mars One”, projeto que continua a selecionar os finalistas. A próxima seleção será em abril.

O correspondente da euronews comenta:
“A questão que agora se coloca é se esta viagem tem valor científico real. E se isso não for o caso, ela terá pelo menos o mérito de ter despertado a imaginação, que é compartilhada por todas as religiões do mundo. “