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Crimeia: Tártaros denunciam referendo como uma farsa

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Crimeia: Tártaros denunciam referendo como uma farsa

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Sebastopol também vai participar no referendo de 16 de março. Nesta cidade da Crimeia, que abriga a base da frota russa no Mar Negro, já foi nomeada uma comissão eleitoral para a consulta popular.

As autoridades locais dizem-se preparadas para receber observadores. Dmitry Belik, chefe da administração da cidade, lança: “Não temos nada a esconder. Se alguém quiser vir e assistir ao voto, que venha. Assim, ninguém vai duvidar da legitimidade do referendo”.

O formato do boletim de voto está pronto: os eleitores poderão optar entre uma reunificação da Crimeia à Rússia ou uma autonomia reforçada dentro da Ucrânia. Na Crimeia, a população russófona representa quase 60% da população, em Sebastopol representa mais de 90%.

Vladimir Udaloskin, residente em Sebastopol, diz que vai votar pela integração na Federação Russa, para ser cidadão russo. Vladimir alega que, em 22 anos de independência, a Ucrânia não fez nada para que as pessoas a sintam como a pátria e não apenas como um local de residência.

Entre os que se opõem à secessão da Crimeia estão os tártaros. Constituem 12 por cento da população da península e apoiam o novo Governo de Kiev. Sentindo a comunidade ameaçada, Delyaver Rheshetov começou a organizar grupos de autodefesa. Quanto ao referendo, diz que é uma farsa. “Eles decidiram fazer um referendo a 16 de março”, afirma. “Mas antes disso, proclamaram que a Crimeia é russa. O referendo é suposto acontecer a 16 de março mas serve apenas para formalizar a anexação. Claro que é desagradável”, conclui.