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Ucrânia: Diplomacia versus nervosismo na crise da Crimeia

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Ucrânia: Diplomacia versus nervosismo na crise da Crimeia

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Barack Obama e François Hollande ameaçam tomar “novas medidas” se Moscovo não retirar as forças enviadas para a Crimeia e se não permitir a entrada de observadores internacionais no território. O presidente norte-americano falou ao telefone com o homólogo francês e também com outros dirigentes europeus.

Outra conversa telefónica foi a de John Kerry e Sergei Lavrov. O chefe da diplomacia americana avisou o homólogo russo que a “escalada militar” na Crimeia “fechará a porta à diplomacia”. Lavrov terá acordado manter “contactos intensivos para resolver a crise ucraniana”.

No terreno, multiplicam-se os sinais de nervosismo. Pelo terceiro dia consecutivo, os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa voltaram a ser impedidos de entrar na Crimeia. A missão recuou face a tiros de aviso por forças pró-russas. Estas também teriam aberto fogo sobre um avião de observação ucraniano. Entretanto, vários veículos militares, sem matrícula, dirigiam-se para Simferopol, a capital da Crimeia.

Por outro lado, a Rússia fez saber que considera suspender o tratado Start, ou seja, interromper as inspeções estrangeiras ao seu arsenal de armas.

Neste braço-de-ferro, as forças russas teriam afundado dois navios obsoletos para impedir a saída para o Mar Negro dos navios de guerra ucranianos.