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As novas tecnologias no cinema com "Gravidade"

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As novas tecnologias no cinema com "Gravidade"

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Os sete Óscares conseguidos por “Gravidade” são a demonstração de que os quatro anos que o filme demorou a ser concluído valeram a pena. Os desafios da tecnologia foram muitos e teve-se, inclusivamente, que inventar novos processos de tornar o filme possível.

Muitas das, impressionantes, características técnicas foram desenvolvidas na Framestore, em Londres.

A grande particularidade do filme é que os seus efeitos especiais foram todos criados em computador, como adianta Alexis Wajsbrot, supervisor de efeitos:

“Uma das principais características de “Gravidade” é que tudo foi gerado em computador. O pano, o fato, o corpo, o capacete, tudo foi gerado por computador. A questão era colocar o rosto no nosso software 3D, ou seja, por exemplo, no ângulo de câmara certo.

Nós podemos fazer um pouco de movimento 2D. Isso significa que se o Alfonso quiser reajustar o ângulo temos um pouco de liberdade, mas se mexer demais deixa de ficar bem. Tivemos um pouco de liberdade para reanimar a câmara, com base no que eles fizeram nos cenários, o personagem movendo-o no espaço. Por outro lado, tivemos total liberdade para controlar os braços, as pernas e reanimar tudo”, explica Alexis.

Antes dos atores entrarem em cena foram gerados os efeitos, em computador. O realizador tinha já animado todo o filme, cena a cena.

Para Sandra Bullock foi um grande desafio trabalhar dentro de uma enorme caixa de luz. A atriz estava fechada lá dentro e comunicava apenas através de um auricular. Uma nova maneira de fazer cinema.