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Eurogrupo revê união bancária para agradar aos eurodeputados

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Eurogrupo revê união bancária para agradar aos eurodeputados

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Quem decide sobre a solvência de um banco europeu e como se paga o resgate para o livrar da falência continua a dividir, por um lado, os ministros das Finanças da União Europeia (UE) e, por outro, os eurodeputados.

A união bancária, com supervisão e fundo de resgate comunitários, visa evitar que os Estados se endividem para salvar bancos.

À entrada para a reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), o seu presidente, Jeroen Disselbloem, disse que “o Parlamento Europeu tem de perceber que para os Estados-membros é importante que alguns elementos da união bancária sejam decididos ao nível intergovernamental, tais como o capital inicial para o fundo de resgate e a sua utilização”.

Os governos querem que este mecanismo único de resolução, com contribuições pagas pelos bancos, seja comunitário só ao fim de dez anos.

Até lá, se um banco tiver de ser resgatado e não houver fundos que cheguem, o dinheiro virá dos cofres do país onde funciona o banco.

Os eurodeputados querem que em vez de dez anos, o fundo seja comunitário ao fim de três.

O ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, disse que “não quero refazer o acordo que os governos alcançaram a 18 de Dezembro, mas podemos melhorá-lo, considerando que o Parlamento Europeu levantou uma série de questões que, a meu ver, podem acelerar a eficácia do mecanismo”.

Os ministros das Finanças da zona euro também analisam o resgate da Grécia, cujo governo ainda não chegou a acordo com a troika sobre algumas das mais recentes medidas de austeridade.