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Guerra de palavras dos Media ucranianos e russos

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Guerra de palavras dos Media ucranianos e russos

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Trabalho difícil e sob pressão para os jornalistas na Crimeia – ucranianos, russos e estrangeiros. A Amnistia Internacional receia pela segurança dos repórteres devido ao aumento de ameaças e agressões.

O sinal da televisão ucraniana 1+1 foi bruscamente interrompido na Crimeia, na quinta-feira, dia em que o parlamento regional votou a favor de uma rutura total da região autónoma em relação a Kiev e uma aproximação à Rússia.

Lidia Taran, do canal ucraniano:

‘‘A frequência está agora ocupada pelo canal Rosya. Estamos escandalizados porque os cidadãos ucranianos – que, apesar de serem da Crimeia, são, antes demais, da Ucrânia – foram privados do direito a uma informação objetiva e viram retiradas as cadeias de informação do país em que vivem.”.

A apresentadora televisiva afirma ainda que os jornalists da 1+1 foram atacados na Crimeia por residentes pró-russos.

Do lado da Rússia, o tom também sobe para defender os jornalistas. Esta segunda-feira, o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, exprimiu descontentamento e acusou o governo russo de impedir o trabalho dos jornalistas russos na Ucrânia:

“As forças da ordem de Dniporpetovsk detiveram sete jornalistas russos sob pretexto de estarem interessados apenas em assuntos provocatórios”.

Há uma semana foi declarada a guerra das palavras em cartas abertas entre os Media ucranianos e rrussos. Os jornalistas ucranianos acusam os jornalistas russos de fazerem propaganda em prol de Moscovo.

No dia 2 de março, os representantes dos maiores grupos de Media ucranianos exigiram a cobertura jornalística objetiva dos jornalistas russos:
“Pesem, de modo responsável, cada palavra proferida ou escrita. Não temos o direito de atiçar a inimizade dos povos irmãos da Rússia e da Ucrânia, de difundir informações não verificadas e de deformar a realidade”.

No dia seguinte, os dirigentes dos grandes canais de televisão rusos responderam aos ucranianos:

“Nós mantemos a objetividade e responsabilidade, e por isso apelamos a que façam o mesmo. Sejamos objetivos e responsáveis com as palavras e as emoções, não tomemos parte, como se tornou tradição estes últimos anos, temos de nos unir. Certamente a imagem da relaidade será mais objetiva, o que, para todos, é o mais importante.”

Foram divulgados vídeos no You Tube, divulgados por um canal ucraniano, de um homem de uniforme militar e cara encoberta a correr atrás de um jornalista búlgaro até que, com ele já no chão, lhe encostou a pistola à cabeça.

Sinal de deterioração do ambiente na Crimeia, os jornalistas ucranianos e estrangeiros, são agora acusados de estar a soldo das grandes potências e constituem um alvo das milícias pró-russas.