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O mundo ao contrário

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O mundo ao contrário

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Dois artistas de Brooklyn, nos Estados Unidos, decidiram viver, durante 10 dias, a vida de dois hamsters. “Em Órbita”, o nome escolhido para esta performance, esteve em destaque numa galeria de arte deste bairro de Nova Iorque.

“Vivemos numa roda que é, basicamente, um apartamento de dois quartos. Um apartamento onde um dos quartos é no exterior e o outro no interior. Eu moro no interior. O Ward no exterior. Para nos ocuparmos de uma atividade, ou mudarmos, temos de caminhar sobre esta roda e focar-nos em cada função, ir para a cama, cadeira, cozinha, etc.”, explica Alex Schweder.

Mas a vida sobre a estrutura, 60 metros de circunferência com 4 metros de largura, está repleta de perigos. Para se manterem em segurança os dois artistas usam cordas de montanhista.

“Escolhemos um espaço doméstico porque há uma espécie de rotina inerente a uma situação doméstica. Temos de fazer, basicamente, a nossa vida normal. É isso que o Ward e eu estamos a fazer aqui. Estamos a viver durante 24 horas por dia aqui e temos todas as coisas de que podemos precisar. Temos uma secretária, uma cadeira, uma cama, cozinha, casa de banho, roupeiro”, adianta Alex Schweder.

Uma performance que serviu para demonstrar a interdependência que existe entre o ser humano, ainda que por vezes, como aqui, se caminhe em direções opostas.