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Crimeia - sentido único: Rússia

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Crimeia - sentido único: Rússia

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Enquanto a Crimeia segue em sentido único rumo à Rússia, no terreno diplomático, o Ocidente e o Kremlin continuam de costas voltadas. Viktor Ianukovich, o presidente deposto da Ucrânia, volta a falar esta terça-feira.

Moscovo tem feito “orelhas moucas” aos apelos para travar o referendo separatista do próximo domingo na Crimeia.

No final da quinta reunião do Conselho de Segurança desde o início da crise, o embaixador francês nas Nações Unidas reiterou que “será muito grave se a Crimeia vier a ser anexada pela Rússia. E isso teria grandes consequências nas relações internacionais”.

Aludindo às sanções que a União Europeia prepara, Gerard Araud resumiu a reunião como um “apelo aos russos” sobre a vontade ocidental de “negociar (…) um acordo político. Por favor, não piorem a crise”, concluiu.

Esta segunda-feira, o Kremlin lançou uma contraofensiva diplomática. Serguei Lavrov anunciou, sem detalhar, que Moscovo irá apresentar as suas “próprias propostas” para “repor a situação no âmbito do direito internacional, tendo em conta os interesses de todos os ucranianos, sem exceção”.

Uma reunião entre o chefe da diplomacia russa e o seu homólogo norte-americano, John Kerry, pode vir a acontecer esta semana.

Entretanto, o Banco Mundial informou “estar pronto para ajudar o povo ucraniano”, este ano, com um valor até 3000 milhões de dólares.