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Ecofin faz "sprint" final para acordo sobre união bancária na UE

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Ecofin faz "sprint" final para acordo sobre união bancária na UE

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Depois de alguns avanços durante a “maratona” negocial dos ministros das Finanças da zona euro, na segunda-feira; juntaram-se, na terça-feira, os restantes colegas para o “sprint” final sobre a união bancária.

Os 28 governos da União Europeia (UE) devem apresentar uma nova posição comum, na quarta-feira, junto do Parlamento Europeu (PE), com quem negoceiam há meses.

Yannis Stournaras, ministro das Finanças da Grécia (país que preside à UE), disse que “hoje não podemos deixar a sala sem obtermos um novo mandato para negociar com o PE, porque os eurodeputados vão votar esta matéria em meados de abril. O tempo está a esgotar-se”.

Em causa está o sistema único para resolução das falências dos bancos, em concreto o fundo de resgate de 55 mil milhões de euros, para o qual contribuirão os bancos.

Os Estados-membros querem ter mais poder e mutualizar o fundo ao fim de dez anos, enquanto que o PE quer um sistema mais comunitário e em vigor ao fim de três anos.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, acredita que “vamos chegar a um entendimento com o PE. A questão é saber se isso é possível em tempos de campanha eleitoral, quando o presidente do PE pode misturar essa função com a de recandidato às eleições europeias”.

Os governos querem, pelo menos, ter poder de objeção quando o Banco Central Europeu recomendar que um banco seja resgatado pelo fundo comum.

Estão, também, de acordo que a regra é serem os bancos, e não os contribuintes, os primeiros a serem chamados a pagar a conta.