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PE propõe registos para combate à lavagem de dinheiro

Os países da União Europeia (UE) deverão criar registos públicos dos beneficiários de sociedades, fundos e fundações com o objetivo de reforçar a luta contra o branqueamento de capitais e a evasão fiscal.

A medida foi proposta pelo Parlamento Europeu (PE) que votou, esta terça-feira, a revisão de uma diretiva que também fortalece a vigilância de bancos, casinos, auditores, advogados, contabilistas e agentes imobiliários no que toca a transações suspeitas dos clientes.

A eurodeputada dos Verdes holandesa, Judith Sargentini, dá o exemplo “do filho de Ianukovitch, ex-Presidente da Ucrânia, que colocou uma grande soma de dinheiro em empresas de fachada na Holanda, o que desconhecíamos. Com este registo, poderíamos questionar onde é que ele tinha ido buscar tanto dinheiro.”

Estima-se que o branqueamento de capitais atinja entre 2% e 5% da riqueza mundial produzida num ano. Dados da ONU, de 2009, referem mais de um bilião de euros.

O eurodeputado conservador britânico, Timothy Kirkhope, refere que “grandes somas de dinheiro estão a ser processadas através de mecanismos de lavagem de dinheiro para beneficiarem criminosos e terroristas. Não só na Europa, mas pessoas que vivem no estrangeiro e que querem a partir daí provocar problemas na Europa”.

As propostas foram aprovadas pro grande maioria do plenário reunido em Estrasburgo.

Deverão ser negociadas com os 28 governos da UE depois das eleições europeias de maio.

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