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Venezuela: Médicos protestam e Maduro reconhece problemas


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Venezuela: Médicos protestam e Maduro reconhece problemas

Caracas foi esta segunda-feira palco de uma manifestação do setor da saúde. Um vasto grupo composto por médicos e estudantes de medicina percorreu as ruas da capital da Venezuela exigindo melhores condições de trabalho e mais recursos para os hospitais do país.

A manifestação tinha como destino a frente do Palácio de Miraflores, a sede do governo, mas foi impedida de a alcançar devido à ação de contenção do protesto pela polícia. O que ainda revoltou mais os manifestantes, como foi o caso do doutor Alfredo Baez, o qual criticou o que disse ser um facto de que “os venezuelanos que não estão ao lado deste governo” são “impedidos” de se manifestarem “junto de Miraflores e de outros edifícios públicos.”

A médica Eliana Carmona, por seu turno, sublinhou os efeitos da “enorme crise” que atinge a Venezuela: “Temos poucos recursos [nos hospitais] e não há maneira de cuidarmos devidamente e com qualidade dos nossos pacientes.”

Presidindo, entretanto, a uma cerimónia de graduação de mais de 2500 novos médicos, o presidente Nicolás Maduro aproveitou o discurso diante da plateia de recém-formados para deixar alguns recados à oposição sobre o setor hospitalar: “Para que a direita amargurada não venha dizer que na Venezuela não há saúde para o povo, eu não deixo de reconhecer que há problemas. Claro que há problemas. Mas estamos a tratar deles e aqui faço desde já o anúncio de mais recursos e programas para continuarmos a avançar, sobretudo a nível hospitalar.”

Em simultâneo com o protesto dos médicos, e tal como tem sido também habitual, Caracas voltou a ser palco de uma numerosa marcha de apoio ao governo de Nicolas Maduro. Desta feita, porém, não houve registo de confrontos ou de quaisquer atos de violência na capital.

Noutras cidades venezuelanas, contudo, houve. Como por exemplo em San Cristóbal, no extremo ocidental do país, próxima da fronteira com a colômbia, onde os recorrentes protestos antigoverno resultaram esta segunda-feira em novos confrontos com a polícia venezuelana, que recorreu inclusive a tiros de balas de borracha e a gás lacrimogéneo para tentar controlar os manifestantes.

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