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Zombies e vampiros marcam pontos no Fantas 2014

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Zombies e vampiros marcam pontos no Fantas 2014

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Ponto para os zombies na guerra contra os vampiros: Na edição deste ano do Fantasporto, “Miss Zombie”, do realizador japonês Hiroyuki Tanaka, ou Sabu, como é conhecido, venceu o prémio de melhor filme, na secção de cinema fantástico.

Longe do ambiente sangrento dos clássicos de Romero, nesta história os zombies podem ser comprados como animais de estimação ou escravos.

Na casa de uma família nipónica, algo vai correr mal com a chegada de um novo elemento… Vassilis Mazomenos, realizador e membro do júri: “Penso que o vencedor foi o melhor filme. Excelente, de acordo com a visão cinematográfica e a realização. Um filme muito original.”

Para o fundador e diretor do festival, Mário Dorminsky, “este foi um Fantas diferente de outros anos, mais virado para o fantástico. Concentrámos na Semana dos Realizadores aqueles filmes que tinham mais qualidade em termos de cinema para cinéfilos.”

“Para a cidade do Porto é muito importante, é um festival que nós vamos seguramente continuar a apadrinhar, ajudando na medida do possível, porque basta ver esta sala cheia, a esta hora da noite, para perceber que é um público cinéfilo, que sabe ver cinema, que sabe aplaudir, que sabe esperar para saber que isto é algo que vale a pena manter”, disse o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, na sessão de encerramento.

Nesta trigésima quarta edição, o Fantas apresentou 11 antestreias mundiais e europeias. Realizadores de todo o mundo vieram aqui, muitos deles para apresentar primeiras obras.

Foi o caso do suíço Olivier Beguin, prémio especial do júri com “Chimères”. A personagem interpretada por Yannick Rosset convence-se de que é um vampiro, depois de vir da Roménia, onde sofreu um acidente e levou uma transfusão de sangue.

“Eu sabia que queria fazer um filme fantástico. Havia a ideia de fazer um filme de monstros e o vampiro foi o mais apropriado para o que queria contar e para o orçamento. Não vamos fazer o “Godzilla”, não temos orçamento para isso – acho que foi esse o ponto de partida”, conta o realizador.

Yannick Rosset fala sobre a personagem: “Quando ele se olha ao espelho vê algo muito, muito violento, sangrento, muito animal, mas na realidade ele está apenas doente, está apenas cansado, magoado e foi isso que mais me interessou”.

O festival deu prémios também a filmes fora do género fantástico. “Love Me”, uma co-produção turca e ucraniana, de Maryna Gorbach e Mehmet Bahadir Er, recebeu o prémio da crítica. É uma história sobre amor à primeira vista entre dois estranhos que não falam qualquer língua comum.

A comédia negra “Heavenly Shift”, do húngaro Márk Bodzsár, recebeu o prémio principal da secção Semana dos Realizadores: “Este prémio é importante para mim, porque foi o meu primeiro filme e este é já o segundo prémio que recebe, por isso estou muito orgulhoso”, conta Bodzsár.

Se no ecrã o sangue predominou, nos copos correu o vinho do Porto. O Fantas é também uma ocasião para mostrar ao mundo a segunda maior cidade de Portugal, recentemente eleita o melhor destino turístico europeu. Reportagem de Ricardo Figueira, enviado especial da euronews ao Fantasporto 2014.