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Israel: Aprovada lei que obriga serviço militar para ultra-ortodoxos

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Israel: Aprovada lei que obriga serviço militar para ultra-ortodoxos

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Os israelitas ultra-ortodoxos vão começar cumprir o serviço militar obrigatório. A Knesset, o parlamento do país, aprovou uma há muito discutida lei que anula a isenção de cumprirem três anos de preparação militar.

A isenção era uma tradição respeitada desde a fundação do Estado hebraico, daí a controvérsia. A aplicação da lei será plena em 2017.

“Esta lei cria um processo, não é uma mudança imediata, um processo lento que os integra gradualmente no sistema militar e na força de trabalho. É um importante valor para nós, como elemento unificador da nação”, diz o responsável do partido liberal existe um futuro, Yesh Atid.

Milhares de judeus ultra-ortodoxos manifestaram-se contra a lei no início do mês. Consideram que este é um dia negro para o Estado hebraico.

“Esta legislação é problemática por um motivo, na minha opinião inaceitável, pois afirma que quem estuda a Tora está a cometer um crime e vai para a prisão”, declara Itchak Vaknin, do partido ultra-ortodoxo Shas, referindo-se à impossibilidade dos Haradi poderem recusar cumprir o serviço militar.

O parlamento israelita também aprovou uma lei que aumenta de 2 para 3,25 % o número de votos necessários para os partidos terem representação na Assembleia Nacional, facto que prejudica as pequenas formações, incluindo as que representam a população árabe.