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Crimeia prepara o "adeus" à Ucrânia

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Crimeia prepara o "adeus" à Ucrânia

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Indiferente aos avisos do Ocidente, graças ao apoio expresso pelo Kremlin, a Crimeia já iniciou os preparativos para o questionável referendo do próximo domingo. A península escolhe entre o “sim” à reunificação com a Rússia ou o “sim” ao regresso à Constituição de 1992, que abre o caminho para uma anexação à Federação Russa.

Em Alupka, os trabalhadores sazonais não hesitam: “Espero sinceramente que nos juntemos à Rússia porque já estamos cansados de esperar por uma vida melhor. Andamos a correr de trabalho em trabalho para ganhar algum dinheiro. Trabalhamos aqui três a seis meses e no resto do ano sentamo-nos à espera”.

Os jornalistas da Crimeia afirmam que são obrigados a ler o que as novas autoridades lhes põem à frente e a campanha tem apenas um sentido: “Com a Rússia”, lê-se nos únicos posters afixados.

Em Kiev, Vitaly Klitschko considerou que “o referendo ilegal lançado pelas autoridades autoproclamadas e sob cobertura de um exército estrangeiro não tem nada que ver com o interesse dos cidadãos da Crimeia”. Segundo o candidato presidencial, “estão a transformar a Crimeia num barril de pólvora e numa zona de tal forma militarizada que é difícil imaginar uma época balnear, trabalho garantido, salários e benefícios sociais”.

Reconhecendo que não tem capacidade para enfrentar o gigantesco poderio militar russo – e depois do presidente interino da Ucrânia ter afirmado que não irá intervir na Crimeia em caso de cisão – o frágil exército ucraniano continua em manobras junto à península separatista.