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Crimeia referendo: vitória do sim parece ser um dado adquirido

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Crimeia referendo: vitória do sim parece ser um dado adquirido

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Os jornalistas da Crimeia estão proibidos de fazer a cobertura do referendo agendado para este domingo. O anúncio feito pelas autoridades pró-russas da península não surpreendeu já que, nos últimos dias, vários canais ucranianos deixaram de poder emitir.

A Crimeia vai ser chamada a votar a anexação à Rússia e a vitória do sim parece ser um dado adquirido.

Em Simferopol está o enviado-especial da Euronews, Sergio Cantone.

Simona Volta: Qual é ambiente que se vive na Crimeia a poucos dias do referendo?

Cantone: “O ambiente está relativamente calmo já que ninguém tem dúvidas sobre o resultado do referendo. Os que se opõem à secessão da Ucrânia prometem não ir às urnas, numa espécie de boicote. Por isso, podemos dizer que tudo aponta para a vitória do sim à secessão.”

Volta: Há muitas pessoas na Crimeia que classificam os líderes de Maidan de fascistas, mas de que forma é visto o governo russo?

Cantone: “O regime político russo é visto como um elemento de ordem, um garante de uma certa estabilidade associado ao território da ex União Soviética. O governo russo é visto, portanto, como o legítimo herdeiro da antiga URSS.”

Volta: A população está ou não preocupada com o facto de a comunidade internacional ameaçar avançar com sanções que podem afetar a economia da Crimeia?

Cantone: “Essa não é a principal preocupação. O turismo é visto como o principal motor da economia. No entanto, a maioria dos turistas chega da Ucrânia, da Rússia e da Bielorrússia e não tanto da Europa e dos Estados Unidos. Por isso, não estão preocupados.”