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Famílias das vítimas do Boeing malaio revoltadas com autoridades

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Famílias das vítimas do Boeing malaio revoltadas com autoridades

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As famílias dos passageiros do voo MH 370 não escondem a dor e a cólera, ao sexto dia de buscas massivas, sem quaisquer notícias do avião desaparecido no sábado.

Apesar das reuniões de informação que a Malaysia Airlines se comprometeu a realizar, os familiares; maioritariamente chineses, queixam-se da ausência de respostas e da falta de apoio das autoridades.

“Neste momento, o que quero é falar com o presidente Xi Jinping. Não sei o que possa ser mais importante do que a vida de mais de 200 pessoas. O meu marido ia no avião. O meu filho pergunta-me pelo pai todos os dias. O que posso eu fazer? Estamos impotentes, precisamos do apoio do governo”, chora uma mãe.

Mais frio, um homem afirma: “Estamos a analisar todos os recursos legais e vamos acioná-los. O que se passa é muito mau. Não vamos processar a Malaysia Airlines, mas o governo malaio, sim.”

Destroçada, outra mãe admite: “Não consigo aceitar isto. Tudo o que posso fazer é rezar a Deus, pelo meu filho [um estudante de 22 anos]. Sei que todos estão muito tristes mas não sei o que mais se possa fazer. Não sei o que mais fazer.”

Dois terços dos 239 passageiros do Boeing 777 da Malaysia Airlines eram chineses. Pequim garante que continuará a procurar o avião enquanto houver uma “centelha de esperança”.