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França: Contradição sobre escutas a Sarkozy deixa socialistas na defensiva

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França: Contradição sobre escutas a Sarkozy deixa socialistas na defensiva

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O governo francês está na defensiva depois de contradições sobre o conhecimento de que o ex-presidente Nicolas Sarkozy e o advogado estão sob escuta judicial desde abril.

A ministra gaulesa da Justiça recusou apresentar a demissão depois de explicar que poderia ter sido mais detalhada nas afirmações sobre a extensão do conhecimento que tinha das escutas, antes de terem sido tornadas públicas pelo jornal Le Monde.

“Não, não menti e fiquei a conhecer depois de alguns dias, e essencialmente, nas últimas 24 horas tenho escutado alguns prodígios da virtude e da justiça a pedir a minha demissão. Eu posso dar-lhe a minha resposta agora mesmo: não, não me demito”, afirmou

A contradição aconteceu quando o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, admitiu na terça-feira à noite na televisão que estava ao corrente do sucedido, assim como a ministra da Justiça.

Christiane Taubira continua com o apoio do executivo, mas o caso aquece a contagem decrescente para as eleições locais, marcadas para o final do mês.
O efeito negativo na imagem dos socialistas deve-se ao facto das escutas, realizadas no âmbito de uma investigação sobre o alegado financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007 de Sarkozy pelo então presidente líbio Muammar Kadaffi, terem continuado mesmo depois do inquérito estar encerrado.

A oposição suspeita ter sido uma manobra para tentar impedir o possível retorno de Sarkozy à política na disputa presidencial de 2017.