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Malásia desmente que Boeing tenha voado 4 horas mais

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Malásia desmente que Boeing tenha voado 4 horas mais

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Continua a procura do Boeing 777, da Malaysia Airlines, desaparecido no sábado. Afinal o Vietname não encontrou nenhum dos “objetos flutuantes” localizados, domingo, pelos satélites chineses.

Confirmação do ministro malaio dos Transportes que também desmentiu a notícia do Wall Street Journal, segundo a qual, os motores Trent 800 do Boeing, fabricados pela Rolls Royce, teriam emitido sinais automáticos durante mais 4 horas após o ultimo contacto radar. Estes dados são automáticos e independentes dos do “transponders”, recebidos pelos radares.

Esta informação deixa supor que o avião terá continuado a voar durante, pelo menos, mais 3500 km, o que alarga ainda mais o eventual raio de buscas e trás, de novo, para a ordem do dia a tese terrorista do desvio do aparelho: alguém pode ter, voluntariamente, desligado os ‘transponders’ enquanto os motores continuaram a emitir.

No entanto, as autoridades malaias garantem: o Boeing 777 não transmitiu mais dados nenhuns a partir da 1h07 da manhã de sábado. Uma informação que contraria, por si só, aquela avançada ontem por responsáveis militares malaios, em como o último contacto tinha sido às 2h15 da manhã.

O ministro Hishammudin Hussein foi perentório: “Equipas da Rolls Royce e da Boeing estão em Kuala Lampur desde domingo, a colaborar com a Malaysia Airlines e as equipas de investigação e nunca falaram nisso. Quando há novos detalhes, eles têm de ser corroborados. Assim que surgiu esta informação, na imprensa, a Malaysia Airlines pediu explicações à Rolls Royce e à Boeing e ambas nos disseram que essa informação não é correta.”

O voo MH 370 descolou, na noite de sexta para sábado de Kuala Lampur, com destino a Pequim. O contacto radar foi perdido no golfo da Tailândia.

A área de busca vai agora do Mar da China Meridional até ao Mar de Andamão, já em águas territoriais indianas. Doze países participam nas operações de busca, cujos meios não param de aumentar: são já 43 barcos e 40 aviões.

A China, de onde são oriundos dois terços dos 239 passageiros do voo malaio, começa a pressionar Kuala Lampur para que melhore a coordenação das buscas e a própria comunicação com Pequim.