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O famoso "www" celebra um quarto de século


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O famoso "www" celebra um quarto de século

Há 25 anos, Sir Tim Berners-Lee fez uma descoberta que viria a abalar o mundo: a World Wide Web. Era uma rede virtual por onde diferentes computadores podiam partilhar informação.

Não confundir com a popular internet, a rede global de interligação de computadores, que já existia. A World Wide Web ou simplesmente “www” representa o meio através do qual as pessoas partilham informação na internet.

A ideia surgiu a Berners-Lee enquanto ele trabalhava no CERN, o laboratório de física de Genebra, na Suíça. “Estávamos em 1989. Já havia internet e era possível enviar e-mails. Mas não existiam páginas nem nenhum ‘http’ [protocolo de transferência de híper texto] ou ‘html’ [linguagem e marcação de híper texto]. Não havia nada onde se pudesse clicar e entrar. Sentia-me frustrado. Mas como não existia, inventei um sistema em que podia clicar de um sítio para outro”, recorda-nos o próprio criador, concluindo: “Foi tão desafiador que tinha de o construir.”

Tim Berners-Lee era então um físico de 34 anos a trabalhar como engenheiro de programas informáticos no CERN. Num papel escreveu, na altura, “Gestão de informação: Uma proposta” e aprofundou ligeiramente a ideia. O chefe respondeu, com uma mensagem escrita a caneta no mesmo papel, “vago, mas excitante”. O físico tornado informático passou depois ao “http” e “html”. Daí, desenhou o primeiro navegador, que os ingleses definem como “browser.”

O famoso “www” é, hoje, usado por milhões e milhões de pessoas por todo o Mundo e a toda a hora. “Temos de pensar agora nos próximos 25 anos e garantir que fixamos os princípios em que a internet se deve basear. Princípios de abertura, de privacidade e de rejeição à censura, por exemplo“m defendeu o inventor do “www.”

Neste 25.o aniversário não houve velas nem bolo, apenas um desejo.
Berners-Lee quer ver a sua rede global disponível por todo o Mundo e ao alcance de todas as pessoas.

No Museu da Ciência de Londres está, entretanto, em exibição o computador onde foi desenvolvido o famoso “www”. Um autocolante escrito à mão ainda se mantém colado ao aparelho. Lê-se: “esta máquina é um servidor – não desligue.”

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