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Scarlet Johansson despe-se em "Under the Skin"

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Scarlet Johansson despe-se em "Under the Skin"

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Depois de ter dado a voz a um sistema operativo de nome “Samantha”, em “Uma história de Amor” (“Her”), de Spike Jonze, Scarlett Johansson está de volta ao grande ecrã em carne e osso, mas também com pouca ou quase nenhuma roupa.

A norte-americana, que celebra 30 anos em novembro, é a protagonista de “Under the Skin”, no qual interpreta um extraterrestre enviado à terra na forma de uma atraente e implacável mulher de nome “Laura”, que seduz humanos para serem devorados numa armadilha mortal

O realizador é Jonathan Glazer, que se mostrou ao mundo nos anos 90 através de videoclipes para os Massive Attack, Blur ou Radiohead e que assina aqui a terceira longa-metragem da carreira, depois de “Sexy Beast” (2000) e de “Birth – O Mistério” (2004).

Há 10 anos, Glazer conseguiu trabalhar com Nicole Kidmann. Desta feita o cineasta britânico conseguiu “seduzir” Scarlett Johansson para encarnar um género de “viúva negra” bem diferente da que a atriz interpreta em “Os Vingadores” e na sequela de “Capitão América”, que estreia em Portugal a 27 de março.

Glazer conseguiu mesmo que Johansson aceitasse ser filmada em “lingerie”. “O que me seduziu [neste filme] foi a possibilidade de interpretar uma personagem livre de julgamentos e instintos, estas coisas que nos distinguem como humanos”, afirma Johansson, acrescentando ser este papel “uma oportunidade de fazer algo que é muito presente, imparcial e focado”: “Foi um verdadeiro desafio na minha vida, mas também em termos de trabalho. E isso era tentador.”

Filme pouco convencional, um “noir” quase abstrato, nele, “Laura”, a mulher fatal interpretada por Johansson, começa a descobrir a presença de uma alma no estranho corpo em que foi colocada. Um género de revolta psicológica da espécie humana contra o agressivo invasor extraterrestre.

Já apresentado em vários festivais de cinema internacionais do ano passado como Toronto, Veneza e Londres, “Under the Skin” deverá estrear em Portugal e no Brasil no decorrer do mês de maio.

“Closer to the Moon”

Ainda sem título em português, da Roménia chega-nos “Closer to the Moon”, de Nae Caranfil. O realizador natural de de Bucareste pegou numa história verídica com mais de meio século e adaptou-a ao grande ecrã.

Recriando um do maiores golpes do século XX, o assalto ao Banco Nacional da Roménia, “Closer to the Moon” acaba de estrear no circuito comercial romeno. Portugal e Brasil ainda não têm estreias previstas para este novo filme de Nae Caranfil.