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Venezuelanos estão saturados; Maduro convoca milícias

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Venezuelanos estão saturados; Maduro convoca milícias

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Um mês de protestos nas ruas contra o governo na Venezuela já se saldou num balanço oficial de 28 mortos e 365 feridos; mesmo assim, Maduro convocou as milícias, e o resultado foi imediato: só de quarta para quinta-feira morreram três pessoas, assassinadas a tiro, na cidade de Valencia, capital do estado de Carabobo, a cerca de 200 quilómetros da capital.

Um sinal inquietante para o movimento lançado pelos estudantes, que denunciavam os altos índices de criminalidade: 25 mil homicídios em 2013, 68 por dia.

Atualmente, todas as franjas da sociedade e da oposição reclamam agora mudanças políticas e o fim daonflação e penúria de bens esenciais. No ano passado os preços duplicaram e as filas de consumidores são uma constante:

“Estou aqui há uma hora e já não há café nem papel higiénico”, queixa-se uma venezuela. Um outro cidadão concorda e acrescenta: “Não há café, nem farinha, nem óleo, nem manteiga, nem cereais… há escassez de produtos básicos, em geral” .

Nicolás Maduro, é o sucessor designado por Hugo Chávez ganhou as eleições por pouco, em abril de 2013.

Proclama as origens modestas e o trabalho que teve como motorista de autocarros e sindicalista. Gosta de ser aclamado como presidente trabalhador e insiste prosseguir uma política que caracteriza como socialismo do século XXI mas que os cidadãos denunciam como ditatorial nos muros das cidades. As condições de vida dos venezuelanos degradam-se diariamnte.

Maduro repete que a situação é causada por uma conspiração de Washington, mas os analistas consideram que o inadequado sistema de câmbio (no fundo, dois, em simultâneo) é que está a precipitar o naufrágio.
Maduro se refugia en una conspiración de Washington. As nacionalizações de empresas não ajudaram, porque a gestão do Estado tem sido nula.

As reivindicações propagam-se nas redes sociais e campus universitários, o que resulta numa sociedade profundamente polarizada.

Um artigo da Constituição da Venezula permite aos críticos impulsionar a realização de um referendo para revogar metade do mandato de qualquer eleito, nomeadamente o presidente.
E este parece ser o objetivo da oposição.