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Desafiar o sistema biométrico


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Desafiar o sistema biométrico

O reconhecimento facial pode substituir as passwords. Mas se um intruso usar uma máscara, alguns sistemas biométricos vão reconhecê-lo como sendo uma outra pessoa e garantir-lhe o acesso.

Denis Loctier, euronews: “Os computadores trabalham com algoritmos complexos para reconhecer o rosto de uma pessoa. Mesmo assim, os sistemas de identificação biométrica podem ser surpreendentemente fáceis de contornar.”

Um projeto de investigação europeu avalia as fragilidades dos sistemas biométricos para os tornar mais seguros.

Sébastien Marcel, investigador em biométrica:“Descobrimos que os sistemas biométricos mais eficazes a reconhecer uma pessoa são também os potencialmente mais vulneráveis. Sempre que se dá um novo ataque, há que desenvolver uma contra-medida. Ainda há todo um esforço a fazer para perceber porque é que os sistemas biométricos são vulneráveis.”

As máscaras realistas são o mais recente desafio para sistemas de reconhecimento facial. Até agora era possível usar fotos ou vídeos do rosto de outra pessoa, mas este novo software impede estas invasões.

Nesli Erdoğmuş, é investigador em reconhecimento facial em 3D no Idiap: “Em primeiro lugar, há a deteção do piscar dos olhos: o software pode pedir ao utilizador para piscar os olhos no exato momento, o que torna impossível fazer o login mostrando apenas um retrato da pessoa para a câmera. Outra medida implementada é a deteção de movimento: um rosto impresso e uma cara verdadeira não se movem no espaço da mesma forma.”

Os investigadores estão a trabalhar na próxima característica que vai analisar a textura da pele. Para permitir que o software biométrico distinga uma face verdadeira de uma máscara.

Denis Loctier, euronews: “O reconhecimento facial ainda precisa de ser mais trabalhado. Será que as impressões digitais são mais fiáveis​​?”

As impressões digitais são muitas vezes consideradas como um método de identificação seguro, mas os investigadores sabem que nem sempre é o caso.

Para Gian Luca Marcialis, especialista em reconhecimento de impressões digitais: “Estudos recentes têm demonstrado que é possível falsificar os sistemas de impressões digitais com dedos artificiais, feitos com algo que pode ser facilmente comprado num supermercado.”

A impressão digital deixada em qualquer superfície, como num copo de água, pode ser copiada e reproduzida em poucos minutos. Muitos scanners de impressões digitais não conseguem detetar a diferença.

Acrescenta ainda que: “Podemos recolher uma impressão digital armazenada no sistema e usar uma réplica para conseguir uma reprodução quase perfeita.”

A solução proposta é a chamada avaliação de vivacidade: quando ativada, recusa a impressão digital digitalizada se a textura da pele parecer muito artificial: “Como podemos ver, o nosso sistema mede duas coisas: a pontuação da coincidência, que é relativamente alta, como mostra a barra verde. E a pontuação da vivacidade, muito baixa, assinalada na barra vermelha. Desta forma, mesmo com uma impressão digital falsa muito precisa, o impostor não vai conseguir contornar o sistema de segurança”, explica.

À medida que novos desafios aparecem, os projetos de investigação garantem que os sistemas biométricos se mantêm seguros.

www.tabularasa-euproject.org

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