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Momentos fortes do Festival de Documentário de Tessalónica

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Momentos fortes do Festival de Documentário de Tessalónica

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O Festival de Documentário de Tessalónica, na Grécia, apresentou este ano quase duzentos filmes de mais de quarenta países. O festival intitulado “Imagens do século XXI” foi criado em 1999.

Este ano, o filme de abertura foi “Linar”, uma produção russa. Nastia Tarasova segue a vida de um rapaz que precisa de um transplante de coração.

“Nós não sabíamos que este de situação existia no país e que o transplante de coração de uma criança para outra era ilegal na Rússia. Quando comecei a filmar, queria mostrar aos cidadãos russos que este problema existia e queria conhecer a reação das pessoas”, disse a realizadora.

Bill Siegel apresentou um filme sobre Muhammad Ali. Em “The trials of Muhammad Ali”, o realizador retrata não apenas as proezas desportivas mas também o combate do atleta contra o racismo e o preconceito, a conversão ao Islão e os sete anos de prisão por ter recusado partir para o Vietname, entre outros factos marcantes.

“Toda a gente conhece o nome Muhammad Ali mas não creio que as pessoas conheçam o Muhammad Ali que está no filme. Penso que é um filme para toda a família. As gerações mais novas que talvez só conheçam o pugilista e as imagens de Muhammad Ali a tremer devido à doença de Parkinson têm de descobrir este Muhammad Ali: desafiador, honrado, moral e triunfante”, disse o realizador.

O realizador grego Kostas Pliakos apresentou um documentário sobre o período pós-revolucionário na Líbia. O fio condutor do filme de “Yusef’s song” é um célebre cantor de rap chamado Yusef.

“Descobri o Yusef com a ajuda de um familiar líbio, Mohamed ben Guzi que participou em muitos combates durante a revolução. Ele era jornalista e falou-me no Yusef. O Yysef tem uma personalidade impressionante, única. Ele era a personagem ideal para descrever a visão dos jovens líbios de hoje, após a revolução”, disse o realizador grego.

“O Festival de documentário de Tessalónica captura os mais variados temas. As questões humanas estão sempre presentes. Há filmes sobre a sociedade, a arte, a política e o ambiente, que às vezes são combativos e subversivos, outras vezes são puro entretenimento, exigem uma ação por parte dos espetadores ou viajam até locais inacessíveis”, concluiu Yorgos Mitropoulos, repórter grego da Euronews.