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Manifestação de apoio a diretor-geral da televisão pública ucraniana

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Manifestação de apoio a diretor-geral da televisão pública ucraniana

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Dezenas de ativistas e jornalistas saíram à rua em Kiev para apoiar o diretor-geral da televisão pública ucraniana.

Pedem a demissão dos deputados do partido nacionalista ucraniano Svoboda envolvidos na agressão desta terça-feira e a abertura de um processo-crime.

“Ainda há poucas semanas vimos várias pessoas a ser agredidas em Maidan. Não faz, por isso, sentido apoiar alguém que bate numa pessoa. As leis existem para ser cumpridas” refere o jornalista, Mustafa Nayyem.

O líder do Svoboda condenou a atitude dos três deputados. Um já pediu desculpa, mas recusa demitir-se.

“Reconheço que talvez tenha exagerado, mas dadas as circunstâncias era necessário fazer algo para que a pessoa em causa se demitisse. O facto de ter imunidade parlamentar não impede as autoridades de investigarem o que fiz. Podem, por isso, investigar as minhas ações e as dos meus colegas” afirma o deputado, Igor Miroshnychenko.

Na origem das ações: a decisão editorial do diretor-geral da NTU de transmitir o discurso de Vladimir Putin.

“Penso que se trata da pior situação a que já assisti. Sobretudo, tendo em conta que se trata da televisão pública e que o episódio ocorreu na capital da Ucrânia depois de o país ter declarado que quer adotar princípios democráticos e seguir o caminho da União Europeia“refere Yuriy Romanchuk da NTU.

Esta terça-feira, três deputados de extrema-direita invadiram o gabinete de Alexandre Panteleimonov e obrigaram o responsável a assinar uma carta de demissão.

O incidente já foi criticado pela União Europeia de Radiotelevisão, pela federação profissional de jornalistas e pelos líderes políticos ucranianos.