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Putin oficializa anexação da Crimeia

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Putin oficializa anexação da Crimeia

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A Crimeia voltou, oficialmente, a fazer parte da Rússia, pelo menos para os russos, já que por enquanto a anexação não é reconhecida internacionalmente.

Vladimir Putin assinou com os líderes da Crimeia o decreto que faz com que a península, até agora ucraniana, volte a fazer parte da Federação Russa, depois da recente invasão e do referendo-relâmpago que deu a vitória aos russos.

Para comemorar, Putin organizou um comício na Praça Vermelha, em Moscovo: “Caros russos, habitantes da Crimeia e habitantes de Sebastopol, depois de uma longa e cansativa viagem, a Crimeia e Sebastopol estão de regresso a casa”, disse o presidente russo.

A anexação da Crimeia está a ser criticada por toda a comunidade internacional, mas a verdade é que a opinião nas ruas de Simferopol, capital da península, parece ser favorável aos russos: “Estou feliz por estarmos de volta à Rússia, é uma grande alegria para nós. Significa que vamos ter uma boa educação e uma vida maravilhosa pela frente. Estou muito feliz”, diz uma jovem.

Outro habitante da Crimeia acrescenta: “Se a União soviética regressar, isso será maravilhoso. A Bielorrússia, a Rússia, a Ucrânia e o Alasca -somos todos irmãos, temos o mesmo sangue”.

Em Kiev, o sentimento é o oposto: na praça Maidan, palco dos protestos que levaram à queda de Yanukovich, os ucranianos demonstram revolta por esta agressão protagonizada por Vladimir Putin: “Ele devia deixar de gozar connosco. Ele que fique na Rússia a governar os russos, que pare de se meter com o nosso povo e de torturar a Ucrânia”, diz uma ucraniana. “Ao fazer com que este referendo fosse aprovado com a força das armas, Putin envergonhou-se perante o mundo inteiro. Os outros países deveriam todos cortar relações com ele”, diz um homem.

A União Europeia pode vir a agravar as sanções contra a Rússia, na reunião dos chefes de Estado e governo marcada para esta quinta-feira em Bruxelas.

O presidente permanente do Conselho Europeu, Herman von Rompuy, anulou o encontro com Putin que tinha previsto em Moscovo, depois de a reunião ter sido tornada pública pelos russos.