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Ténis: Murray e Lendl "divorciam-se" por paixões alheias do checo

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Ténis: Murray e Lendl "divorciam-se" por paixões alheias do checo

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Andy Murray já não é orientado pelo ex-tenista Ivan Lendl. A dupla acordou de forma amigável a rescisão do contrato que os ligava desde dezembro de 2011.

Na origem do divórcio, esteve a vontade do ex-jogador e até agora treinador checo em perseguir, aos 54 anos, outras paixões. Nomeadamente as cada vez mais pedidas e bem pagas partidas de exibição diante de outros ilustres veteranos como John McEnroe ou Andre Agassi.

A parceira entre o escocês e o checo deu frutos logo no primeiro ano, 2012. Tornou-se no primeiro britânico a chegar à final de Wimbledon desde Bunny Austin, em 1938. Mas perdeu esse jogo decisivo para o suíço Roger Federer. A seguir, logrou chegar à final olímpica, de novo diante de Federer, mas aí levou a melhor sobre o suíço, ganhou a medalha de ouro e garantiu o primeiro grande título da carreira. Foi a primeira medalha de ouro olímpica no ténis para um britânico, no quadro masculino, desde Josiah Ritchie, em 1908.

O ano de 2012, que já era de ouro, viria a terminar mesmo em grande. No Open dos Estados Unidos, a dupla Murray-Lendl chegou à segunda final de um “Grand Slam”. O escocês bateu o sérvio Novak Djokovic e tornou-se, então, no primeiro britânico a vencer um dos mais importantes torneios do ténis mundial desde o triunfo de Fred Perry em Wimbledon, em 1936 – referência que viria também a cair alguns meses depois. E, entre vários outros recordes estabelecidos por Murray, foi também a primeira vitória de um escocês num “Grand Slam” em mais de um século (o último havia sido Harold Mahony, em 1896).

O ano de 2013 viria a trazer a Andy Murray a glória de Wimbledon. Sob o comando inspirador de Ivan Lendl, o escocês “cavalgou” até final e reencontrou Djokovic. Mais uma vez, o escocês derrotou o sérvio e destronou finalmente Fred Perry como o último britânico a vencer o mítico torneio de relva londrino.

“Estou eternamente grato ao Ivan por todo o trabalho árduo que teve comigo. Aprendemos muito como equipa e iremos beneficiar disso no futuro”, afirmou Andy Murray, de 26 anos.

Para Lendl, há novas paixões a perseguir: “É altura de me concentrar em alguns dos meus próprios projetos, incluindo jogar mais alguns eventos à volta do Mundo. Trabalhar com o Andy, nos últimos dois anos, foi uma experiência fantástica. Ele é um tipo altamente”, afirmou o checo.

Será já sem a presença do ex-treinador que Andy Murray, atual número 6 do ranking mundial, vai começar esta semana a defender o título conquistado no ano passado no Masters de Miami.