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Ucrânia: Continua a crise criada pelo referendo na Crimeia

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Ucrânia: Continua a crise criada pelo referendo na Crimeia

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No rescaldo do referendo na Crimeia, o presidente Barack Obama descartou o envolvimento militar dos EUA na Ucrânia.

Enquanto a tensão entre União Europeia e Rússia permanece, Moscovo continua a defender a legitimidade da ação desta península autónoma:

“Ontem aconteceu um evento histórico. A união de pessoas da Crimeia e da Rússia que esperavam por isto há 60 anos. Usando a lei internacional e um processo democrático, sem qualquer pressão externa, através de referendo democrático, o povo da Crimeia compreendeu o seu direito à autodeterminação, consagrado em todas as cartas das Nações Unidas e atos internacionais”, afirmou Vitaly Churkin, embaixador da Rússia na ONU.

O Secretário-geral da NATO acusa a Rússia de deitar fora as regras internacionais e de criar a maior ameaça à segurança europeia desde o fim da Guerra Fria:

“A anexação da Crimeia, através de um chamado referendo, realizado à mão armada, é ilegal e ilegítima, e põe em causa todos os esforços para encontrar uma solução pacífica e política”, disse Anders Fogh Rasmussen.

Nos encontros desta quinta e sexta-feira, os líderes da União Europeia vão analisar o aumento do número de pessoas visadas pelas sanções relacionadas com a questão ucraniana e vão também assinar, parcialmente, um acordo de associação com o governo interino da Ucrânia.