Última hora

Última hora

A morte do sigilo bancário na UE

Em leitura:

A morte do sigilo bancário na UE

Tamanho do texto Aa Aa

“Abre-te sésamo”. Os bancos luxemburgueses e austríacos vão deixar de ter segredos para o resto da União Europeia.

Na Cimeira desta semana, Luxemburgo e Áustria abriram mão do sigilo bancário e aceitaram, finalmente, aplicar o intercâmbio automático de informações sobre as poupanças detidas por cidadãos comunitários não residentes nos dois países.

O fim do sigilo bancário – grande passo na luta contra a evasão fiscal – foi uma batalha iniciada, pela Comissão Europeia, em 1995.

Como as questões de fiscalidade são decididas por unanimidade, foram precisos 19 anos para que todos os Estados membros chegassem a acordo.

Dezanove anos e uma crise financeira que levou os países europeus a perceberem que, em tempos de escassez de recursos orçamentais, não podiam continuar a permitir uma fraude fiscal massiva.

O presidente do Conselho europeu, Herman Van Rompuy, estima que a fraude fiscal ascenda a um bilião de euros anuais.