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A saúde do documentário grego

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A saúde do documentário grego

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A décima sexta edição do festival do documentário de Tessalónica, na Grécia, chegou ao fim. A jornalista sueca Annika Gustafsson presidiu este ano ao júri da Federação Internacional de Críticos de Cinema e faz um balanço positivo do evento.

“Vi muitos filmes impressionantes, fortes e tocantes. Penso que este tipo de documentários que vimos em Tessalónica é importante porque ajuda-nos a perceber o mundo de hoje. Em relação aos filmes gregos, tive a oportunidade de ver obras que integram a história grega o que é importante para perceber o que se passa na Grécia hoje”, disse a jornalista sueca.

Uma das obras mais notadas durante o festival foi “O sinal perdido da democracia”. O documentário de Yorgos Avgeropoulos retrata a decisão do governo grego de fechar a Televisão Pública Grega em Junho de 2013.

“O fecho da televisão foi um dos momentos mais simbólicos e determinantes daquilo a que chamamos a crise financeira grega. É altamente simbólico. O filme mostra que a democracia é a primeira vítima da crise. As segundas vítimas são os média e a informação”, disse o realizador grego.

“60 documentários integraram o programa do Festival de Tessalónica este ano. É um record tendo em conta a difícil situação financeira do país. Os realizadores gregos criaram verdadeiras obras-primas e tentam por todos os meios sobreviver às condições adversas”, sublinhou Yorgos Mitropoulos, jornalista grego da Euronews.